Ela não pensava como as mulheres do século XIX!

O romance A Cinza Lívida, do autor gaúcho Henrique Madeira, narra a história de Jocasta, uma menina que vagava perdida em um vale, em algum lugar do interior do Rio Grande do Sul, no final do Século XIX. Ela se encontrava desmemoriada, assustada, com alguns dentes frouxos e outros lhe faltando, as roupas salpicadas de sangue e a pele marcada por hematomas.

Quase sucumbida pela exaustão, Jocasta encontra uma casa de campo isolada em meio a um vale cinzento, onde é generosamente acolhida e passa a viver na companhia de uma simpática matrona, um jovem lenhador, um velho homenzarrão – que apresenta sérios problemas mentais – e duas criadas bisbilhoteiras. Sua chegada é motivo de muita suspeita e especulação por parte dos moradores, e nesse ambiente monótono e silencioso, onde as horas se arrastam lentamente, ela tenta recuperar suas memórias e desvendar seu passado misterioso.

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A partir daí, a trama desenvolve-se em duas linhas do tempo que se alternam entre o que parece ser o presente e o passado de Jocasta. Aparentemente, ela vivia com seus pais em uma fazenda ligada a uma colônia alemã. Cresceu recebendo lições de sua mãe e seu pai era o pastor da comunidade. A vida no campo a mantinha isolada do mundo, em constante estado de ócio, e sob uma criação rígida, moldada nos costumes germânicos.

Jocasta tinha uma mente inquieta. Ansiava descobrir o que havia além do horizonte da colônia, saborear aventuras mundanas, sentir o vento da liberdade a roçar seus cabelos e experimentar o sangue quente a pulsar pelo entusiasmo de uma grande paixão. Mas ela estaria disposta a pagar o preço por suas escolhas na preconceituosa, puritana, violenta e patriarcal sociedade gaúcha do século XIX?

A Cinza Lívida é uma trama repleta de mistérios, pecados, desejos, traições e sangue. Uma pintura incômoda e apurada da sociedade interiorana gaúcha, que denúncia as terríveis condições sociais impostas às mulheres daquela época, sobretudo, A Cinza Lívida é uma canção póstuma aos espíritos livres.

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