Ping-pong com a autora de Alina, Emilia Lima

Nesta entrevista a autora baiana que se considera ‘extremamente tímida’ e reservada fala-nos um pouco de si e de suas preferências literárias. “A timidez, às vezes, é mal interpretada, mas sou uma pessoa que dá valor às boas amizades”, diz a autora que prefere as atividades solitárias, como ler, assistir filmes e séries e, é claro, escrever! Ela também é fã dos livros clássicos, dos romances de época e de um bom thriller policial.

Emilia Lima é uma apaixonada pelos livros!

Conte-nos uma paixão culinária?

Comida baiana e italiana.

Quem conhece a Emilia sabe que ela gosta de…

De viajar, sair por aí ‘sem lenço e sem documento’, conhecendo os lugares com calma, sem correria e misturando-me ao povo. Tudo isso é extremamente enriquecedor para mim como pessoa e como autora. Como boa baiana que sou também amo uma praia tranquila.

Por que resolveu escrever? O que te motivou?

Na verdade não foi uma resolução. Certa vez eu sonhei com a história central de Alina e resolvi tentar colocá-la no papel. Gostei tanto da experiência, pois escrever é uma viagem ao próprio interior, que não parei mais.

Como é o processo da escrita de um romance?

Encaro o processo da escrita como um convite à mente para ‘viver’ personagens, emoções, visitar lugares, decidir destinos, ser feliz, ou infeliz, depende de qual destino o autor decide dar àquele personagem.

Por que romance histórico que se passa no Brasil? Já tinha lido autoras que escrevem este gênero? Quais?

Nosso país é riquíssimo em diversidade e culturas. Temos uma história muito bonita e pouco explorada. Espero despertar nos leitores essa paixão pela nossa História, que é tão rica.

Ágata, o segundo livro da série da Família Cirilo, embora se passe também em Lisboa, tem o Brasil como cenário principal.

Em seu livro Alina você mostra esse Brasil?

Sim. Mostro o país da junção de vários povos e de suas culturas diferenciadas, da miscigenação. Desde o início eu quis mostrar esse país ainda desconhecido por muitos e despertar nos leitores o amor por ele.

Já leu algum livro que trata de algum período de nossa história?

Já li alguns livros que tratam de alguns períodos de nossa história: A Casa das Sete Mulheres, de Letícia Wierzchowski, Os Pareceres do Tempo, de Herberto Sales, ambos são livros formidáveis e inspiradores.

Quais autores que você sempre admirou e leu? Acha que possui referências deles?

Eu tenho muitos autores preferidos, mas sempre cito Jane Austen, pois ela foi a minha iniciação à literatura clássica inglesa, uma grande paixão. Também amo Isabel Allende. Tenho imensa admiração pela história de vida dela e os livros são uma verdadeira viagem ao nosso interior. Também sou fã de Gabriel García Márquez. Seu livro Cem Anos de Solidão é um dos meus preferidos.

O que a motiva?

A resposta do leitor é muito importante para qualquer escritor. Saber que aquilo que você escreveu de alguma maneira tocou o coração de alguém é uma experiência maravilhosa. A primeira versão de Alina foi adotada em algumas escolas da minha cidade, e, quando sou convidada a ir às escolas conversar com os alunos sobre o livro há uma troca maravilhosa. Isso me motiva a escrever.

O que a escrita significa para você?

Atualmente, tudo! Minha profissão. Minha terapia. Meu estilo de vida. Minha paixão. Sinto que me encontrei na vida.

O que vem mais por aí? Está trabalhando em algum novo projeto?

Sim, na sequência da série da família Cirilo: Ágata e Dandara.

Dandara é o último livro da série Família Cirilo.

Ping-pong com Silvia Spadoni

Nesta entrevista, a autora dos romances Um Amor Conquistado, Um Amor Inesperado e Um Amor Apaixonado, da da série Amores,  fala um pouco sobre sua carreira, o gênero que escolheu começar a escrever, e de si mesma. Ela que se descreve como uma pessoa de mente inquieta, que não se acomoda de forma alguma, que adora desafios, que também é generosa, sobretudo reconhece que as conquistas não têm o mesmo valor se não forem compartilhadas com aqueles que lhe são caros. “Escrever é a paixão de toda uma vida vivenciada agora na fase madura”. Sobre o gênero que ela escolheu para começar a sua carreira, ela ressalta: “É mais fácil ser romântica e idealista num romance de época”.

Qual o hobby de Silvia Spadoni?

Ler é meu hobby principal, mas também sou fã de cinema. Em ambos eu gosto daquilo que me surpreende. Seja por uma trama bem desenvolvida ou um final inesperado num romance histórico ou num romance policial. Entretanto, confesso, que já li muitos romances de banca, pois adoro os clássicos históricos que eram publicados pela Harlequim.

Conte-nos um pecado literário.

Um pecado literário (risos). Está bem, confesso uma heresia para as amantes de literatura: troco livros nos sebos! Só guardo aqueles que são realmente meus preferidos.

Qual a preferência culinária da Silvia e aquilo que quase todo mundo ama e ela detesta?

Amo queijos, especialmente o camembert ou brie. Os chocolates também são minha perdição. E embora more numa cidade cuja temperatura média gire em torno dos 30 graus, bebo muito chá quente com limão! Até no verão! Detesto café de garrafa térmica.

Conte-nos suas paixões?

Minha família, viagens e cachorros!

O que é a ‘cara’ da Silvia?

Minha casa sempre tem movimento, adoro receber os amigos e nunca deixo de arrumar a mesa com capricho. Posso servir um simples spaguetti, mas a mesa vai ter uma toalha bonita, taças de cristal, velas ou flores. A comida fica muito mais saborosa numa mesa bem arrumada.

Meus filhos são adultos, moram sozinhos, mas eu ainda decoro a casa todo o ano para o Natal. Eles vêm sempre no primeiro sábado de dezembro para fazermos isso juntos.  Minha árvore tem enfeites de quando eles eram crianças, alguns feitos por eles próprios. Eu acrescento três novos a cada ano desde que me casei. É uma árvore cheia de história, e montá-la um ritual que reúne a família.

Por que resolveu mudar da advocacia para a escrita? O que te motivou?

Escrever sempre foi um sonho. Infelizmente no Brasil é muito difícil viver de sonhos. Mas não se deve desistir deles não é mesmo? Direito foi uma paixão da juventude, eu me dediquei a ela e fui feliz. Mas nunca abri mão do sonho de escrever, apenas o releguei para o momento mais apropriado. O Direito da juventude me permitiu viver a literatura agora. Escrever é a paixão de toda uma vida vivenciada agora na fase madura.

Por que romance de época? Já tinha lido autoras que escrevem este gênero? Quais?

Gosto de romances de época. Eles são leves, divertidos e românticos!! A realidade atual dificulta criar no tempo presente heroínas que acreditem no ‘felizes para sempre’ ou heróis com senso de honra e dever acima de desejos pessoais, infelizmente. Eu gosto de contar histórias que façam as pessoas pensarem que isso ainda vale a pena, que amores improváveis não são necessariamente impossíveis e que finais felizes podem existir.  É mais fácil ser romântica e idealista num romance de época.

Li autoras clássicas que escreveram à sua época como Jane Austen. Se você se refere a autoras atuais li Julia Quinn, Mary Balogh e dezenas de clássicos históricos da Harlequim, como mencionei.

Um Amor Inesperado se passa no século XIX na Inglaterra e narra um amor improvável que dá certo.

Autores que você sempre admirou e leu. Acha que possui referências deles?

Essa é uma pergunta recorrente e sempre me sinto constrangida ao respondê-la porque li muito e a cada fase admirei um autor ou um estilo. Todos sempre me acrescentaram algo, mas não vejo em mim nenhuma influência forte de algum em especial. Acho que aprendi um pouco com cada um, e costumo dizer que aprendi não só com o que admirei, mas também com aquele que, eventualmente, não me agradou.

Como a história que o leitor lê no final chega a você? O que a inspira?

Cidades me inspiram, locais bonitos me inspiram, personagens históricos me inspiram, às vezes até um personagem me inspira. Por exemplo, no capítulo extra de Um Amor Inesperado há um sarau na casa de Melissa e ela comenta que a professora de piano da filha, Flora, vai se apresentar. Quem seria Flora?, foi a pergunta que instintivamente eu me fiz. E já a vi, uma jovem delicada, educada, apaixonada por Bach, e que por algum tropeço do destino precisa lecionar piano para sobreviver. E como ela acaba se envolvendo com um nobre escocês rude e… não vou contar mais! Vou escrever sobre ela. A Flora é a heroína do meu novo projeto.

O que a escrita significa para você?

Prazer!! Escrever é um prazer! Significa a realização de um sonho, a reinvenção na terceira idade… Um escritor não se realiza apenas escrevendo, ele realmente se realiza quando suas palavras atingem e agradam aos leitores. Eu escrevo com muito amor, e realmente espero que minhas histórias possam agregar alegria à vida daquele que se interessa em conhecê-las.

O romance que traz o contexto histórico da Queda da Bastilha se passa no século XIX na Inglaterra e na França. É mais um amor improvável que dá certo.

“A escrita é uma conversa do autor com o mundo”

Foto de Romina Genovesi.

Laís Rodrigues, 30 anos, a autora de Primeiras Impressões, relata algumas curiosidades sobre o livro e sobre ela mesma. Advogada de formação e ‘respondona de nascença’, como ela mesma se define, a autora é daquele tipo de pessoa que tem argumento para tudo, uma semelhança pra lá de inusitada com a personagem mais famosa de Jane Austen, Elizabeth Bennet. “Sempre deixo meus pais de cabelo em pé e meu marido desesperado”, brinca a autora que sempre foi uma leitora voraz e nerd de carteirinha, e com muito orgulho, segundo ela. “Isso foi graças ao incentivo incessante dos meus pais. Minha mãe costumava ler conosco – comigo e minha irmã mais nova – desde que éramos pequenas e nos levava muito ao teatro. Meu pai, por outro lado, era bem rígido na hora de dar brinquedos – apenas em datas comemorativas e se tínhamos boas notas –, mas jamais nos negou um livro de presente”.

A entrevista completa você lê aqui e, se você já leu Primeiras Impressões, fique atendo às nossas redes sociais, pois vamos publicar diversas curiosidades sobre a obra.

Qual o seu gênero preferido e o que faz quando não está lendo?

Laís: Gosto de ler praticamente de tudo! Adoro fantasia, ficção científica, distopia, suspense, e, óbvio, romance. E quando estamos falando de romance vale de tudo: desde romances históricos a chick-lits; de comédias românticas a romances dramáticos. Se juntar um bom livro e uma rede, sinto-me no paraíso! E do que mais gosto além de ler compulsivamente? Curtir minha família, apertar meus gatos, relaxar na praia, assistir tudo de novidade na Netflix, boiar na piscina, happy hour com amigas e, principalmente, ESCREVER. Muito. Não há terapia melhor para mim do que criar histórias, amores, personagens e mundos.

Por que resolveu escrever? O que a motiva?

Laís: Foi bem acidental, na realidade. Nunca pensei em escrever, mas quando comecei foi impossível parar. Tudo me motiva a fazê-lo. Sempre que assisto a um bom filme ou leio um livro interessante imagino como seria minha versão daquelas histórias. Quando algo engraçado acontece comigo, já vou estruturando uma cena maravilhosa na minha mente. A inspiração vem de todos os lugares: dos jornais, dos amigos, das viagens, dos causos que me contam. Muitas pessoas dizem que a escrita é uma atividade solitária. Não concordo. Na verdade, acho que a escrita é uma conversa do autor com o mundo.

Por que releituras das obras Austen?

Laís: Jane Austen é uma das minhas autoras favoritas. E, ao ler suas obras, que têm muitas questões relevantes e atuais para nossa realidade, imaginei como seriam aquelas histórias maravilhosamente adaptadas ao século XXI. Até que decidi começar escrevê-las. E quanto mais escrevia, mais ideias surgiam.

Podemos afirmar que sua principal referência foi Austen?

Laís: Bem, meu primeiro livro publicado é uma adaptação de uma obra dela, então, a referência de Austen é enorme. Mas outros autores também me inspiram, é quase como se eles estivessem conversando comigo quando leio suas obras. Autores como J. R. R. Tolkien, J. K. Rowling, Stephen King e outros.

Como a história que o leitor lê no final chega a você?

Laís: Acredito que a inspiração vem quando você está aberto a ela e ao mundo. Tudo à minha volta me inspira. Literalmente tudo. Quando tiramos o preconceito e as certezas absolutas do olhar conseguimos enxergar as infinitudes do mundo: culturas, religiões, belezas e diferenças. E são exatamente essas infinitudes as mais inspiradoras, pois elas nos ensinam como cada um de nós é único, que nada é óbvio, e que há inúmeras histórias esperando para serem contadas.

 O que a escrita significa para você?

Laís: Significa dividir um pedaço de mim mesma com o mundo.

Cite um quote preferido e diga por que o escolheu?

Laís: Um dos meus favoritos é, coincidentemente ou não, de Orgulho e Preconceito, mais especificamente de Mr. Darcy: “Eu já estava no meio e ainda não sabia que tinha começado“. Fazemos isso o tempo todo: raramente damos verdadeira importância aos momentos preciosos, achando que teremos mais tempo para aproveitar, quando, na realidade, já estamos no meio de tudo, já estamos respirando e sobrevivendo. Mas não deveríamos simplesmente sobreviver, deveríamos viver. Infelizmente, as questões de dia a dia, trabalho, relacionamento, filhos, estresse, etc fazem com que nos esqueçamos dessa verdade absoluta imortalizada por Renato Russo: “deveríamos viver a vida como se não houvesse amanhã”. E é isso que a literatura é para a mim: vida. Poder viver histórias diferentes, mundos diferentes, aventuras diferentes todos os dias.

 

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