“A escrita é uma conversa do autor com o mundo”

Foto de Romina Genovesi.

Laís Rodrigues, 30 anos, a autora de Primeiras Impressões, relata algumas curiosidades sobre o livro e sobre ela mesma. Advogada de formação e ‘respondona de nascença’, como ela mesma se define, a autora é daquele tipo de pessoa que tem argumento para tudo, uma semelhança pra lá de inusitada com a personagem mais famosa de Jane Austen, Elizabeth Bennet. “Sempre deixo meus pais de cabelo em pé e meu marido desesperado”, brinca a autora que sempre foi uma leitora voraz e nerd de carteirinha, e com muito orgulho, segundo ela. “Isso foi graças ao incentivo incessante dos meus pais. Minha mãe costumava ler conosco – comigo e minha irmã mais nova – desde que éramos pequenas e nos levava muito ao teatro. Meu pai, por outro lado, era bem rígido na hora de dar brinquedos – apenas em datas comemorativas e se tínhamos boas notas –, mas jamais nos negou um livro de presente”.

A entrevista completa você lê aqui e, se você já leu Primeiras Impressões, fique atendo às nossas redes sociais, pois vamos publicar diversas curiosidades sobre a obra.

Qual o seu gênero preferido e o que faz quando não está lendo?

Laís: Gosto de ler praticamente de tudo! Adoro fantasia, ficção científica, distopia, suspense, e, óbvio, romance. E quando estamos falando de romance vale de tudo: desde romances históricos a chick-lits; de comédias românticas a romances dramáticos. Se juntar um bom livro e uma rede, sinto-me no paraíso! E do que mais gosto além de ler compulsivamente? Curtir minha família, apertar meus gatos, relaxar na praia, assistir tudo de novidade na Netflix, boiar na piscina, happy hour com amigas e, principalmente, ESCREVER. Muito. Não há terapia melhor para mim do que criar histórias, amores, personagens e mundos.

Por que resolveu escrever? O que a motiva?

Laís: Foi bem acidental, na realidade. Nunca pensei em escrever, mas quando comecei foi impossível parar. Tudo me motiva a fazê-lo. Sempre que assisto a um bom filme ou leio um livro interessante imagino como seria minha versão daquelas histórias. Quando algo engraçado acontece comigo, já vou estruturando uma cena maravilhosa na minha mente. A inspiração vem de todos os lugares: dos jornais, dos amigos, das viagens, dos causos que me contam. Muitas pessoas dizem que a escrita é uma atividade solitária. Não concordo. Na verdade, acho que a escrita é uma conversa do autor com o mundo.

Por que releituras das obras Austen?

Laís: Jane Austen é uma das minhas autoras favoritas. E, ao ler suas obras, que têm muitas questões relevantes e atuais para nossa realidade, imaginei como seriam aquelas histórias maravilhosamente adaptadas ao século XXI. Até que decidi começar escrevê-las. E quanto mais escrevia, mais ideias surgiam.

Podemos afirmar que sua principal referência foi Austen?

Laís: Bem, meu primeiro livro publicado é uma adaptação de uma obra dela, então, a referência de Austen é enorme. Mas outros autores também me inspiram, é quase como se eles estivessem conversando comigo quando leio suas obras. Autores como J. R. R. Tolkien, J. K. Rowling, Stephen King e outros.

Como a história que o leitor lê no final chega a você?

Laís: Acredito que a inspiração vem quando você está aberto a ela e ao mundo. Tudo à minha volta me inspira. Literalmente tudo. Quando tiramos o preconceito e as certezas absolutas do olhar conseguimos enxergar as infinitudes do mundo: culturas, religiões, belezas e diferenças. E são exatamente essas infinitudes as mais inspiradoras, pois elas nos ensinam como cada um de nós é único, que nada é óbvio, e que há inúmeras histórias esperando para serem contadas.

 O que a escrita significa para você?

Laís: Significa dividir um pedaço de mim mesma com o mundo.

Cite um quote preferido e diga por que o escolheu?

Laís: Um dos meus favoritos é, coincidentemente ou não, de Orgulho e Preconceito, mais especificamente de Mr. Darcy: “Eu já estava no meio e ainda não sabia que tinha começado“. Fazemos isso o tempo todo: raramente damos verdadeira importância aos momentos preciosos, achando que teremos mais tempo para aproveitar, quando, na realidade, já estamos no meio de tudo, já estamos respirando e sobrevivendo. Mas não deveríamos simplesmente sobreviver, deveríamos viver. Infelizmente, as questões de dia a dia, trabalho, relacionamento, filhos, estresse, etc fazem com que nos esqueçamos dessa verdade absoluta imortalizada por Renato Russo: “deveríamos viver a vida como se não houvesse amanhã”. E é isso que a literatura é para a mim: vida. Poder viver histórias diferentes, mundos diferentes, aventuras diferentes todos os dias.

 

Adquira Primeiras Impressões aqui: 

Talvez você se interesse por outros livros publicados pela Pedrazul: 

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s