Tradutora de obra de Anne Brontë, Thomas Hardy e Louisa May Alcott conta sua experiência!

A tradutora de A Inquilina de Wildfell Hall, de Anne Brönte; O Retorno do Nativo, de Thomas Hardy e Os Oito Primos, de Louisa May Alcott, Michelle Gimenes, que há 15 anos trabalha com traduções técnicas, nos conta a sua experiência com tradução literária.

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“O bom tradutor é aquele que tem espírito aventureiro, no sentido de estar sempre disposto a pesquisar e aprender, de buscar o termo que melhor se encaixa, de saber lidar com nuances.”

 Blog Pedrazul: Qual a diferença de uma tradução técnica para a de um livro? 

Michelle: As dinâmicas são diferentes. Foi meio assustador ver o quanto eu demorava mais para traduzir os livros. Outra questão foram as referências e notas, decidir o que explicar o que deixar a cargo do leitor procurar. Achar o tom de cada autor também foi algo importante. Por exemplo, ‘A Inquilina’ tem uma carga dramática e psicológica maior; o Hardy tem uma tendência mais filosófica e naturalista, o que faz com que as descrições de paisagens sejam muito significativas e a atmosfera do cenário reflita no comportamento dos personagens. Já ‘Os Oito Primos’ é uma história juvenil, com um vocabulário mais simples e atmosfera divertida.

Blog Pedrazul: É importante gostar do que se traduz ou é indiferente?

Michelle: Acho que se o tradutor gostar do gênero literário da obra que está traduzindo vai ter mais facilidade, pois, provavelmente, já terá lido outros livros do gênero e estará habituado àquele ambiente, àquela época, etc. Mas não é essencial.

Blog Pedrazul: Em sua opinião, quais os aspectos positivos da profissão de tradutor e quais os negativos?

Michelle: Como toda profissão, a de tradutor tem aspectos bons e ruins. Para mim, é muito satisfatório servir de ponte para que mais pessoas leiam determinado livro ou conheçam novos autores. A maioria das histórias que li, ou que leram para mim quando criança, não foi escrita originalmente em português e eu só tive a felicidade de conhecê-las graças aos tradutores. Agradeço a todos eles. Traduzir é a minha forma de contribuir com esse rol de histórias universais. O bom tradutor é aquele que tem espírito aventureiro, no sentido de estar sempre disposto a pesquisar e aprender, de buscar o termo que melhor se encaixa, de saber lidar com nuances. Aliás, é justamente esse o conselho que dou a quem quiser seguir essa carreira: não parar nunca de se atualizar, ser curioso e ter disciplina, porque, embora seja um trabalho em que você tem que lidar com prazos, é bem livre para fazer os seus horários – o que acaba sendo um problema para algumas pessoas.

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C
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Talvez se interesse pelos demais livros de Thomas Hardy: Tess dos D’Urvervilles, Longe Deste Insensato Mundo.
V
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